Brasil x Rússia: por que o comércio entre os países segue aumentando?

Nos últimos meses, acompanhamos diversas tensões na região da da Rússia e da Ucrânia que culminaram com a invasão ao território no final do mês de fevereiro, provocando assim uma série de desequilíbrios na logística internacional.

Dentre diversos motivos que levaram a Rússia a invadir o espaço ucraniano, temos a possível entrada da Ucrânia na OTAN (inimiga histórica da Rússia), inclusive, explicamos a função da OTAN e mais detalhes sobre a organização no nosso penúltimo artigo.

Falando de comércio exterior, nosso principal foco, podemos citar a Rússia como um dos principais fornecedores internacionais de diversas commodities, principalmente agrícolas e até mesmo do petróleo. Sendo assim, desde o início de todo o terror, com diversas sanções contra a Rússia e a queda nas exportações, o mundo sentiu o impacto da diminuição da oferta de alguns itens no mercado, elevando a inflação em diversos países e criando um caos em diversos portos que estão sofrendo com o engarrafamento de navios.

Brasil x Rússia: comércio registrou aumento em 2022

No entanto, apesar de tudo isso, a importação brasileira de produtos russos registrou alta no início deste ano, saltando de 12º  para o 5º principal exportador para o Brasil. A China, os Estados Unidos, Alemanha e Argentina lideram o top 4 dos principais exportadores para o Brasil nesse primeiro quadrimestre. A Rússia, na quinta colocação, vendeu US$2,4 bilhões, praticamente o mesmo valor que a Índia, em seguida, Coreia do Sul, México e Japão compõem essa lista dos nossos principais fornecedores de diversos produtos. Em relação aos meses de janeiro a abril do ano passado, a participação russa na nossa pauta importadora cresceu 89%, enquanto a média das importações brasileiras cresceu 28%.

A Rússia é um dos maiores fornecedores globais de adubos e fertilizantes, sendo os principais produtos importados pelo Brasil. Neste primeiro quadrimestre, adubos e fertilizantes russos corresponderam a 70% de tudo que importamos, em seguida, vem o carvão e os óleos combustíveis de petróleo, com 15% e 7,1%, respectivamente.

Enquanto isso, nas exportações brasileiras para a Rússia, o total registrado neste primeiro quadrimestre foi de US$741,5 milhões, alta de 81,3% em relação ao mesmo período de 2021. Como o valor total exportado foi menor que o importado, o Brasil teve déficit comercial com os russos de US$1,64 bilhão. Produtos agrícolas são os principais destaques do que exportamos aos russos, sendo 32% equivalente à soja, 20% açúcares e melaços e café não torrado, com 7,6%.

Iara é graduada em Relações Internacionais e Comércio Exterior é produtora de conteúdo da página ComexLand, possui experiência de mercado na área comercial, de logística e importação.

Iara Neme

Graduada em Relações Internacionais e Comércio Exterior. Produtora de conteúdo na página ComexLand com experiência de mercado na área comercial, de logística e importação.

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