Indústria automobilística e o Comércio Exterior

Comemora-se hoje, 11 de novembro, o dia da indústria automobilística, que é um setor de extrema importância na economia brasileira e que envolve todas as etapas: desde o projeto e desenvolvimento até a fabricação e venda dos veículos.

As primeiras montadoras começaram a surgir no Brasil entre 1950 e 1960 e foi crescendo com o passar dos anos, o aumento da população e os investimentos. Atualmente, o setor é responsável pela geração de centenas de milhares de empregos. Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), no ano passado, cerca de 1,3 milhão de brasileiros estavam empregados nesse ramo direta ou indiretamente, setor que abrange além dos automóveis para passeios, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas.

Os estados de São Paulo e Amazonas são os que mais concentram montadoras no Brasil, mas outros nove estados também têm fabricação em seus territórios das mais diversas marcas como Ford, Nissan, BMW, Chevrolet, Honda, Hyundai, Toyota, Mercedes-Benz, Renault, dentre outros.

O Brasil está no top 10 dentre os maiores produtos de automóveis do mundo, sendo eles:

  • Dados divulgados pela International Organization of Motor Vehicle Manufacturers (OICA) sobre a produção em 2019, nível pré-pandemia.

Apesar de estar entre os principais produtores do mundo, no ranking mundial de exportações de automóveis, o Brasil não está tão bem posicionado. A Alemanha é a líder mundial em exportações, seguida pelo Japão, México e Estados Unidos, enquanto o Brasil ocupa a 26ª colocação. Os entraves tributários são alguns dos principais problemas que dificultam as exportações brasileiras, tanto no ramo automotivo como em demais produtos da indústria de transformação.

Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrou que dentre 18 nações emergentes, o Brasil ocupa a 17ª colocação do ranking de competitividade, que além dessa parte tributária, que dificulta as exportações, importações e a economia brasileira como um todo, também analisa itens como mercado de trabalho, educação, tecnologia e inovação.

Em 2019, por exemplo, o Brasil exportou apenas 300 mil unidades, sendo 51,6% para a Argentina, não alcançando mercados mais consolidados como o europeu, asiático e da América do Norte. Esse fato é muito preocupante, visto que o país tem boa capacidade interna e “know-how” exportador, no entanto, em parceria com o setor público, as empresas devem buscar cada vez mais incentivos para conseguirem embarcar seus produtos industrializados e evitar com que o Brasil seja referência apenas em exportações do agronegócio, visto que a diversificação traz inúmeros benefícios para a economia como um todo.

Iara é graduada em Relações Internacionais e Comércio Exterior. Produtora de conteúdo na página ComexLand com experiência de mercado na área comercial, de logística e importação.

Iara Neme

Graduada em Relações Internacionais e Comércio Exterior. Produtora de conteúdo na página ComexLand com experiência de mercado na área comercial, de logística e importação.

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